Nåo sinto pena Ainda nåo sei voar Nem compaixåo eu prefiro com amor E mesmo que a palavra risque
Rasgue!
uísque barato Entorne tudo ao chão um pedaço de gente já me faz multidåo...
2.2.09
vi a gente, vi a tua voz mudar de cor, era outro tom tinha mais sabor, seria séria a lingua que balbuciou um antigo carnaval seria breve e à mingua como os versos de um refrão, seria quente e eterno como a noite de um verão e os que ainda não viram verão e virão a ver o dia depois do verão, o que sobrar do chão e o que não cair do céu até onde a vista couber de ilusão o resto será tudo desvãos...
João Simas/Nathalia Ferro
papo de MSN às 2h da manhã só podia resultar nisso, hehehe
5.11.08
Aprenda-me ser prenda minha Minha menina na minha e sua Suave Fim de tarde, pôr-do-sol, meia lua É o sinal Se faz mal o bem maior O amor cura Por fim perdura Não peso no prazer presa minha me ergo tua tatuagem nua...
A noite parece longa A TV não me adormece De um lado o olhar torpe A porta aperta uma ponta de luz É a rua querendo entrar Um louco grita Descongela o silêncio e é só a ponta do iceberg A madrugada é madrasta dos que esperam pelo sol Na falta de uma palta a garganta pra te escrever
A noite parece longe Divisor de mágoas
me deixou rouco
é algo em mim que não cala parece muda pra entender o silêncio dos loucos... parece fuga
pra entender o silêncio dos loucos...
me deixou rugas
quase entendi o silêncio dos loucos...
João Simas
Com Deus eu me deito Com Deus me levanto Quando faz dia amanheço Se é tarde entardeço E é de noite que se rezam os santos nos pratos de espelho altar Alto lá!
A hora do bem A hora do mal A hora dos limpos e dos ímpios A hora é um pedaço do tempo pendurado nos ponteiros
Com Deus eu me levanto Com Deus eu me deito Se não acordo vivo é que estou ao sabor do que outrora ardia no peito que assim seja o amém de todos os cantos com Deus eu me deito Sem Deus eu me espanto...
João Simas
23.10.08
Perdeu a graça! O palhaço se espalha em espantalho do sorriso de palha O olhar ermo Um terno que esfarrapa
Um termo que alarma
A lama, a lâmina, o olho que ama A fome que teima por fama de picadeiro A piada perdida A pose crucifixa Os pombos Os corvos A plantação Mas lá no fundo Crispando a terra Uma semente guardando o aplauso da multidão E o palhaço espantalho agora enraiza a pulsação do seu coração de palha Folha murcha Fim da última estação... João Simas
8.10.08
o que é o nome senão nada se cunhado pelo grafite basta a borracha e jaz, se apaga se tingido pela esferográfica é só borrar e se resta o papel pouco sobra, se rasga se é palavra dita a garganta seca e a palavra muta se é memória esquece enfim, o que o homem leva além do nome é o que ele ama amando ele se deixa nas folhas brancas de um dia de sol
Com quantos quilos de sal dá de salgar uma saudade com quantos quilos de saudade?(2X) a saudade que sinto de ti já me deixa insosso e nem a lágrima que escorre no rosto dá de salgar a vontade de dá sal pro teu gozo Com quantos quilos de sal dá de salgar uma saudade com quantos quilos de saudade? (2X)
João Simas
mais uma letra de música
23.4.08
Adeus a tudo o que vai E ao que ainda não foi que vá em paz Adeus, um outro que cai E outros tantos se levantam pra cair no "aliás" Adeus, nasce o filho e morre o pai Adeus, fica no filho o que é do pai Quando a folha sêca deixa o galho é hora de ser agasalho pro chão e voltar pra terra que arrebenta o rebento pra trazer novas folhas igualzinhas as da última estação... João Simas
mais uma letra de música
19.3.08
Para Isabell
Do quarto do poeta só restam os versos das paredes amareladas do tempo sem chão e sem teto se seguram apenas pelas mãos alheias um outro verão discreto Amor, verbo sem verbete talvez fato talvez foto talvez feto e prenhe do sonho de quem ama além da cama do coma e no amém da trama e ainda assim teimoso por natureza tua sombrinha cor-de-laranja guarda o tempo e o temporal de minha partida parte da ida ainda volta nem se solta um pedaço meu e teu que agora é inteiro em nós... João Simas
Tempo bom é aquele que não cabe num relógio e nem faz pose pra foto quando se tem o tempo não se tem a paz Se é tempo de nascer a semente nega o chão se é tempo de espera a fila dobra o quarteirão tem tempo de poder ter tempo tempo que a noite leva pra costurar o dia com um fio de sol nascente tempo de ida um pé na vida tempo de amar ao mar deitar o coração ao pescador do tempo tempo de ponte e de morte tempo de temperar o tempo com a calma E caminhar... João Simas
9.3.08
A arte é muito diferente do artista, e pode até ser o caso de nela conter alguma coisa dele, mas é muito maior que o mesmo, a tal ponto de não se conter dentro do genitor sentindo a necessidade incondicional de saltar pelas pontas dos dedos e da língua, pela centelha acesa nos olhos, pelo papel escorrendo pelos fios tristes do pincel úmido. Sempre se buscando nos pequenos porque já ela própria infinita e faminta dos mortais que nela habitam.
A vida com fusa e semifusa Um compasso ternário Um resto de gente Um pedaço de riso Outra metade boca fechada Semicírculo Pai, filho e espírito sacro Um pé de andança Já são dois na estrada A cabeça é o limite das idéias Que escorrem pelos fios de cabelo E se perdem em meio a tesoura cega do desejo cego Não me nego Mas me tenho involuntariamente Se me tenho me deixo à beira do último trono dos dias, Um pedaço de chão
Sou um cão fugindo do próprio dono Não tenho sono Mas carrego um nome que me mantém acordado Um rosto que se vai no espelho O velho de sempre O choro seco A voz torpe O tropeço da língua E o dia me mostra o lampejo No fim das coisas o sim das outras A ribanceira da calma e o abismo de água salgada Só o tempo me prepara um beijo na face esquerda da alma
Paredes de carne já não me cercam Poeira nos olhos já não me enterra Mãos não me arpejam a lira dos desejos Bocas não me anunciam o fim dos dias Chego, sento, mas não me sinto Me arrependo Me aprendo e me tenho filho... João Simas
mais uma letra de música
Sou um ser em mudança E a mudança no ser O brinquedo se brincando Se quebrando e se achando fácil O mundo é uma descoberta Uma dose a ser provada no conta-gotas Afinal de contas Afina-se a ponta da língua Para o filete da palavra que vem Vento que prepara a ventania Em noites de calmaria Amém...
Gozo, mistura de areias Inútil triunfo do pó sobre o pó Querer mais que a vida A ida A volta A fricção Viagem de mãos atadas virgens Tormento do despir Cuspir o tédio dos dias Felicidade dos tolos Amor de bicho E de bicha De toda porta que se abre entre pernas De todo leite derramado nas mãos que gemem Ser címbalo e símbolo Ter o gonzo, bonsai e sempre ser no gozo
Por onde anda a criança que eu deixei atrás da porta dos meus olhos Antes de ir embora no tempo rei Só sei que não voltei Me deixei crescer e não me coube mais aquele pequeno Que um dia me achei só com a barba me roçando A voz me deixando rouco E a vez me deixando aos poucos...
Estranho é ver a semente se carregando na árvore que ainda vem Estranho é ver o homem se escondendo santo nos pecados do amém Tudo que nasce, tudo que desce, tudo que sobe e tudo que cresce Vou plantar um pedaço de céu E ver se nascem estrelas no chão O vento vem trazendo as flores A rosa dos ventos da a direção O tempo vai apagando as dores E as dores do tempo vão na contramão...
João Simas e Durval Jr
mais uma letra de música
11.7.07
Tinha saudade de chumbo minha cidade solidão Sempre que alguém me abraça me sinto uma praça esperando o trem de uma estação estacionado o dia é quase sempre uma brisa leve ou um breve furacão
Tinha saudade de rumo minha metade coração meio trsite me aprumo meia andorinha já me faz verão virá da noite um novo dia-a-dia de nossas vidas entre aspas e exclamação...