3.7.09

Tanto medo
tanto modo
tanto resto que se vê no rosto dessa menina
tento o resto
risco o fogo
tonto desejo
primeiro lampejo
lamparina minha
a cena que dança
assina e acena
a sina do sono
ensina essa menina
sanha que assanha a senha
que queima a lenha
que tece a linha do horizonte dessa menina
toda menina me ninou
mania minha maninha
a correnteza levou
lavou em mim a menina

Música: João Simas/Fernando Japona  
Letra: João Simas

A hora do silêncio

A hora do silêncio
o lenço da memória
onde mora o segundo
que lhe resta de demora
desatina
outrora o silêncio tão bem ensina
eu preciso aprender
a prender o bom senso dessa menina
onde começa e termina
o momento da palavra na ponta da língua?
no beijo roubado
murmúrios pelos cantos
das duas línguas que se secam aos olhos dos santos
tantos tentam tontos de som
o vazio
incenso insosso
terra em transe
atraso do estouro
silêncio só dói 
quando grita mais que o do outro...

                                    João Simas

Letra de mais uma cantiga